A Alcindo Palmireno
GLAURA POEMAS ERÓTICOS DE UM AMERICANO Carminibus qusero miserarum oblivia rerum : Prtrmia si studio consequar ista sat est. OVID. Xalpoire ).ontòv 'npl-i fipaeí ' í ).\jpq yàp u.óvovç "EoeoTas «Ssi. ANAKPEÍ1N. Adeos, ó Heróes; que em fim Nas cordas da doce lyra Só respira o terno amor. AKACREONTE.
A ALCINDO PALMIRENO RONDO POR UM AMIGO E COMPATRIOTA Toma a lyra, Alcindo amado, Neste prado a Glaura canta; Ah! levanta a voz divina, E me ensina a suspirar. Para ouvir-te o sol ardente Fresca sombra nos procura : O regalo não murmura, E a corrente faz parar.
Pelos ramos tortuosos O silencio enfrêa as aves : Brandos zefiros suaves Vem saudosos escutar. Toma a lyra, Alcindo amado, Neste prado a Glaura canta; Ah! levanta a voz divina, E me ensina a suspirar. Se no bosque, ou nas montanhas Ruge, a onça d' ira âcceza, Tu lhe podes a fereza, E as entranhas abrandar. Doce o som dos teus accentos, Como o mel que a abelha cria, Move a tosca penedía, Onde os ventos vão quebrar. Toma a lyra, Alcindo amado, N'este prado a Glaura canta, Ah! levanta a voz divina, E me ensina a suspirar. Aqui junto aos arvoredos Deixa o pálido receio,
E não temas do teu seio Mil segredos arrancar. Nestes campos, nestes valles A calumnia, e o monstro fero. Mas, ó ceos! para que quero Tristes males recordar. Toma a lyra, Alcindo amado, Neste prado a Glaura canta; Ah! levanta a voz divina, E me ensina a suspirar. Inda os olhos mal enxutos De sentir os teus amores, Virão cândidos pastores Tenros frutos te offertar. Virão ninfas da floresta Loiras, brancas e fermosas; E traráõ jasmins e rosas Para a testa te enfeitar. Toma a lyra, Alcindo amado, Neste prado a Glaura canta; Ah! levanta a voz divina, E me ensina a suspirar.