Aos que dançam com as sombras, mesmo quando a luz tenta cegá-los.
Aos corações partidos que ainda batem com fúria.
E aos monstros — os de dentro e os de fora — que nos ensinaram a sobreviver.
A você, que ousa atravessar as trevas com os olhos bem abertos.
Que sente o coração acelerar ao som de passos na escuridão.
Esta história é um uivo abafado sob o céu sem estrelas,
um pacto silencioso entre feras e homens, entre amor e ruína.
Que as correntes não quebrem sua fé.
Que o violino ecoe mesmo em meio à guerra.
E que, ao final, você descubra que dentro de cada lobo há mais verdade do que em mil máscaras humanas.
Bem-vindo à alcatéia. Aqui, a escuridão não assusta — ela acolhe.