O dia tão esperado havia chegado.
Dizem que não dá sorte os noivos verem as noivas antes do casamento, mas…
O casamento seria em um parque lindo, com muito gramado.
Todos os convidados nos esperavam.
O tão sonhado "sim" estava prestes a acontecer.
“Não sinto que este dia será bom. Deve ser coisa da minha cabeça”, pensei.
Chegamos e fomos para o mini altar.
Não podia ser uma igreja.
O casamento começou com Brenda e Marina.
No último "sim", eu gritei:
— UM DEU CERTO!
O que não sabíamos é que o pior estava por vir.
— Noah, Kevin e Natália, aceitam se casar? — perguntou o juiz.
Quando falamos juntos:
— Sim, aceitamos.
— Declaro-vos casados — anunciou.
Nos beijamos.
De repente, escutei o barulho de fogos.
— Quem soltou fogos? — perguntei.
— Devem estar felizes por nós — disse Natália.
— Kevin, isso não são fogos — avisei.
— O que é, Noah? — perguntou ele.
— É tiro — respondi.
— Deu ruim.
— Seu bocó, nós nos ferramos — exclamou Natália.
— Kevin, Noah e Natália, vocês estão presos — disse um policial, apontando a arma.
— Seus burros, eu falei que ia dar merda — reclamou Natália.
— Meu amor, está tudo sob controle — tentou acalmar Kevin.
— Vamos passar a nossa lua de mel na cadeia — comentei, sorrindo.
— Kevin, você comeu aquele bolinho antes de vir? — perguntei.
— Sim, meu amor — respondeu.
— Você sabe para onde estamos indo?
— Para a cadeia, né, Noah? — devolveu.
E assim, fomos para a cadeia.
Ficamos juntos.
Só nós três na cela.
— Preparados? — perguntei.
— Eu não estou acreditando no que está acontecendo — murmurou Natália.
— Só pode estar maluco, Noah — disse Kevin.
Tirei a roupa e fiquei na frente deles, pelado.
— Que isso, Noah? — gritou Natália.
— Já fizemos várias vezes. Bora fazer de novo nossa lua de mel — provoquei.
Quando o carcereiro gritou:
— SURUBÃO NA CADEIA!
Só ouvimos gritos de todas as celas.
E assim aconteceu: Nossa lua de mel foi na cadeia.
E os dias mais esperados viraram algo surreal.