Noah
Um mês depois…
Depois que tudo aconteceu, hoje seria o dia em que sairíamos da cadeia.
Nosso advogado alegou que estávamos fazendo uma cena do livro de Kevin, e que precisávamos criar aquela situação para ele escrever.
Voltamos para casa. A senhora Brenda e minha vovó Marina nos esperavam.
— Sejam bem-vindos novamente, meus netos — disseram, emocionadas.
Nos abraçamos em meio a lágrimas e um momento de pura felicidade.
Kevin contou novamente nossa história, que se tornou a mais vendida do mundo.
Foi parar em todos os jornais: primeiro, quando fomos para a cadeia; depois, quando nosso advogado alegou que era tudo fake news e fazia parte do livro do autor famoso — o amor da minha vida.
Natália estava estranha já fazia algum tempo.
— Natália, não pode estar certo. Você sempre indisposta e vomitando — comentei, preocupado.
Foi então que vi Kevin saindo sem dizer para onde ia e voltando com um teste de gravidez.
Ele entregou o teste para Natalia.
— Faça, meu amor — pediu.
Natália foi fazer o teste, e parecia que dois seguranças estavam em cada lado da porta do banheiro, na parte de fora.
— DEU MERDA! — Só ouvimos Natália falar, trancada no banheiro.
Ela saiu com uma cara de brava.
— Parabéns, papais — disse, seca.
— Você está maluca? — perguntei.
— Pode ser — respondeu.
— Vou te jogar na tua testa, Noah — ameaçou.
— Foi você que começou o surubão na cadeia — lembrei.
— Natália, de quantos meses está? — perguntou Kevin.
— De um, né, Noah? — devolveu, olhando para mim.
— Seu maluco, teremos um filho! — exclamei.
— E se forem três? Um com a minha cara, outro com a sua, e o terceiro com a cara de Kevin — provocou Natalia.
Foi um momento lindo quando descobrimos que estávamos grávidos.
Os meses passaram voando, e conhecemos nossos três filhotes: uma menina e dois garotinhos. Como dizemos, a menina tem a cara de Natália, e os dois meninos: um tem a cara de Kevin e o outro, a minha.
E assim termina nossa história maluca.
Não importa quem você ama, o que importa é ser feliz.
FIM