Rondó 4 - O Pombo Glaura: poemas eróticos · Capítulo 5 de 122
Obra Menu

Rondó 4 - O Pombo

O meu pombo? a quem amava, Igualava ao branco arminho : Do seu ninho, oh desventura! Que mão dura o foi roubar? Na manhã clara e serena, Se o achava dormitando, O seu somno doce e brando Tinha pena de turbar. Que saudade me consome! Ai de mim! Se me sentia, O biquinhò logo abria Para a fome saciar. O meu pombo, a quem amava, Igualava ao branco arminho : Do seu ninho,, oh desventura! Que mão dura o foi roubar? Era manso, era amoroso, E as caricias conhecendo, Desejava estremecendo Ser mimoso em agradar. O receio já presago Me dizia na floresta, Que o tornasse pela sesta Com affago a visitar. O meu pombo, a.quem amava, Igualava ao branco arminho : Do seu rtinho, oh desventura! Que mão dura o foi roubar? Glaura, ohcéos! porque cedes te A meus rogos? dize agora, « Pobres dons d' uma pastora Não quizeste conservar! » Esta magoa me atormenta, E não sei como inda vivo; Pois se busco lenitivo Mais se augmenta o suspirar. c. O meu pombo, a quem amava, Igualava ao branco arminho : Do seu ninho, oh desventura! Que mão dura o foi roubar? Não me alegra o doce encanto, Nem affino a curva lyra, Tudo sente etudo inspira O meu pranto, o meu pezar. O destino por piedade Me converta em pura fonte, Porque possa neste monte A saudade eternizar. O meu pombo, a quem amava, Igualava ao branco arminho : Do seu ninho, oh desventura! Que mão lura o foi roubar^ KíTí

1/1
Menu

Fazer anotação