Rondó 11 - O Jasmineiro Glaura: poemas eróticos · Capítulo 12 de 122
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Rondó 11 - O Jasmineiro

Venturoso jasminciro, Sobranceiro ao claro rio, Já do estio o ardor se acende, Ah! defende este lugar. Ache Glaura na frescura D'estas penhas encurvadas Molles heras abraçadas Com ternura a vejetar. Ache mil e mil napeas, E inda mais emais amores, Do que mostra o campo flores, Do que arêas tem o mar. Venturoso jasmineiro, Sobranceiro ao claro rio, Já do estio o ardor se acende, Ah! defende este lugar. Branda ninfa, que me escutas Desse monte cavernoso, Nem o raio luminoso Nestas grutas possa entrar. Has de ver com dôr e espanto/ Como pallida a tristeza Dos seixinhos na aspereza Faz meu pranto congelar. Venturoso jasmineiro, Sobranceiro' ao claro rio, Já do estío o ardor se acende, Ah! defende este lugar. Glaura bella, que resiste Aos rigores da saudade, Veja em muda soledade Sono triste bocejar. Sobre o musgo em rocha fria Adormeça ao som das agoas, E sonhando injustas magoas, Chegue um dia a suspirar. Venturoso jasmineiro, Sobranceiro ao claro rio, Já do estlo o ardor se acende, Ah! defende este lugar. Com seus olhos Glaura inflamme Os desejos namorados, Que em abelhas transformados, Novo enxame cubra o ar. Vinde abelhas amorosas, Sem temer o meu desgosto, Doce nectar no seu rosto Entre rosas procurar. Venturoso jasmineiro, Sobranceiro ao claro rio, Já do estío o ardor se acende. Ah! defende este lugar.

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