Rondó 27 - O Amante Saudoso Glaura: poemas eróticos · Capítulo 28 de 122
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Rondó 27 - O Amante Saudoso

Linda Glaura, os arvoredos E os rochedos que já viste, Tudo é triste e tudo sente Meu ardente suspirar. Quando os risos e os amores Apparecem nos teus olhos, Até d' ásperos abrolhos Vejo flores rebentar. Mas se deixas este prado, Ai'de mim! cruéis pesares! Sinto escuro o céo e os ares E enlutado o bosque e o mar. — 16O — Linda Glaura, os arvoredos E os rochedos que já viste, Tudo é triste e tudo sente Meu ardente suspirar. Não te alegra a curva praia, Quando o sol já se retira ? Não te move o som da lyra Que desmaia de chorar7 De que nasce o teu desgosto? Ah! permitte que te vejão Estes campos, que desejão O teu rosto enamorar. Linda Glaura, os arvoredos E os rochedos que já viste, Tudo é triste e tudo sente Meu ardente suspirar. No declívio d'este mopte, Murmurando á sombra fria, Da soberba penedia Clara fonte desce ao mar. N'essa gruta deleitosa Doce zefiro te espera, E a suave primavera Cuidadosa em te agradar. Linda Glaura, os arvoredos E os rochedos que já viste, Tudo é triste e tudo sente Meu ardente suspirar. Destes valles foge a calma No rigor do fero estío : Torna, ó bella, torna ao rio, Vem minha alma consolar. E eu verei, oh que ventura! Neste plácido remanso Os prazeres e o descanço E a ternura triunfar. Linda Glaura, os arvoredos E os rochedos que já viste, Tudo é triste c tudo sente Meu ardente suspirar.

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