Rondó 37 - Echo Glaura: poemas eróticos · Capítulo 38 de 122
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Rondó 37 - Echo

Flebil echo d'estas grutas, Que me escutas rouca e triste, Onde viste a bella Glaura Feliz aura respirar ? Sobre as penhas, sobre os valles Enviei ternos suspiros: E dos ásperos retiros Só meus males vi tornar. 'Os suspiros lá morrerão Lagrimosos e cançados; E a pastora, ai desgraçados! Não poderão encontrar. Flebil echo d'estas grutas, Que me escutas rouca e triste, Onde viste a linda Glaura Feliz aura respirar ? Perguntei ao claro rio Nos incultos arvoredos; Respondeo-me entre os rochedos O sombrio murmurar. Acho a praia sem adorno : E pergunto ás tenras flores, Ninguém vio os meus amores, E inda torno a perguntar. Flebil echo d'estas grutas, Que me escutas rouca e triste, Onde viste a bella Glaura Feliz aura respirar? Pelo bosque se espalharão Minhas queixas amorosas: E co' as dryades saudosas Começarão a chorar. Nem o campo me contenta, Nem os zefiros suaves:. Busco em vão as brandas aves, Que afugenta o meu pezar. w" Flebil echo d'estas grutas, Que me escutas rouca e triste, Onde viste a linda Glaura Feliz aura respirar? Duro amor, ingrato e fero, Que me opprimes noite e dia, Se me levas a alegria, Não espero mais gozar. Verdes prados, pura fonte, Tudo, ó Glaura, dcspresaste : Glaura! ah Glaura! Eme deixas te Neste monte a delirar! Flebil echo d'estas grutas, Que me escutas rouca e triste, Onde viste a linda Glaura Feliz aura respirar?

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