Rondó 54 - A Lyra Desgraçada Glaura: poemas eróticos · Capítulo 55 de 122
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Rondó 54 - A Lyra Desgraçada

Neste loiro pendurada Ficarás, ó doce lyra, Onde o vento, que respira, Te fará soar de amor. Feras, troncos e rochedos Já moveste de ternura; Só de Glaura sempre dura Não abrandas p rigor! Adeos, lyra desgraçada, Consagrada ao triste amor! Plantei na alma o puro agrado, Que pendia dos teus olhos; Vi nascer cruéis abrolhos, Em lugar do terno amor! Estes bosques, estas fontes, Estas flores, este prado, Tudo, oh! céos, vejo mudado, Tudo sente a minha dôr! Adeos, lyra desgraçada, Consagrada ao triste amor.

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