Rondó 59 - A Dor Glaura: poemas eróticos · Capítulo 60 de 122
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Rondó 59 - A Dor

Vive, ó Glaura, n'estes valles ..-> De meus males a memória : ,-,.; Muda historia que me pinta Nunca extincta a magoa, a dôr. Torno a ver este alto monte, E os antigos áívoredos : Torno a ver estes rochedos, E da fonte o puro humor. Companheira das desgraças, Tudo a morte desfigura : Já voarão co' a ventura Ternas graças, brando amor. Vive, ó Glaura, n'estes valles De meus males a memória : Muda historia que me pinta Nunca extincta a magoa, a dôr. O meu canto harmonioso Estes bosques aprenderão, Quando as ninfas prometterão Fim ditoso ao meu ardor. Onde, ó bárbaro destino, Onde estão as vãs promessas? Na minha alma as deixa impressas, O ferino teu rigor. Vive, ó Glaura, n'estes valles De meus males a memória : Muda historia que me pinta Nunca extincta a magoa, a dôr. Amoroso os meus tributos Neste ramo pendurava : Eu fugia e Glaura achava Ora os fructos, ora a flor. Hoje, ó céos! O meu espanto N'estes fúnebres retiros Vê saudades, vê suspiros, Triste pranto e feio horror. Vive, ó Glaura, o estes valles De meus males a memória : Muda historia que me pinta Nunca extincta a magoa, a dôr. Nunca extincta!... ingrata estrclla! Nunca mais eu hei de ver-te? Ai de mim! e ha dé perder-te,' Glaura bella, o teu pastor? Só tu, dryade, me escutas, Encostada ao duro tronco ! E gemendo o fauno bronco Enche as grutas de pavor. Vive, ó Glaura, n'estes vrllrs De meus males a memória Muda historia que me pintn Nunca extincta a magoa, ? dôr. 14. Lii

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