Madrigal 36
Aura benigna e pura, se eu poderá Co' a magoa, em que deliro, Mover o coração da ingrata e fera... Mas quem ha de levar d'este retiro O meu terno suspiro á bella Glaura? - Aura! respondes, ninfa, que me ouviste Do seio triste d'essa brenha escura. - Aura benigna e pura, Ah leva o meu suspiro lagrimoso, E chegue a ser por ti mais venturoso!