Madrigal 52
O' tempo! ó triste morte, Por quem tudo se abate, e se arruina, Cahe o cedro mais forte, E a soberba montanha o eólio inclina. O braço, que fulmina, Sujeita o mundo ao vosso horrível corte. O' tempo, ó triste morte, Glaura espirou... quem julgará segura A flor, a tenra flor da formosura?