Crônica do Viver Baiano Seiscentista – A Cidade e Seus Pícaros: Ângela
Sobre este livro
Na figura de Ângela, Gregório de Matos retoma seu olhar satírico sobre as mulheres que circulavam pelas margens da moralidade imposta pela sociedade colonial. Com uma linguagem afiada e recheada de ambiguidade, o poeta expõe as tensões entre desejo, reputação e poder feminino. Ângela é retratada como uma mulher persuasiva, cuja presença escandaliza e seduz ao mesmo tempo — reflexo da hipocrisia de uma sociedade que condena o que, secretamente, consome. Ao rir da falsa virtude e das máscaras sociais, Gregório convida o leitor a perceber a Salvador do século XVII como um palco de jogos sociais, onde as personagens femininas como Ângela representam tanto resistência quanto fragilidade diante dos códigos patriarcais.
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