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A lua vem da Ásia, romance emblemático de Campos de Carvalho (1916-1998), completa agora 60 anos e permanece atual, vibrante, único. Esta obra-prima da literatura brasileira ousou ser diferente num momento em que ser diferente era muito mais difícil. Surrealismo, humor nonsense,...
#7Senhor das Cores e Símbolos - O Grande Livro das Raças1.940
#8AS PROEZAS E TRAVESSURAS DE LDANZIM1.840
#9Ecliptica: Caminhos de Sangue e Prata1.711
#10SE EU TIVESSE ASAS1.680
Posição em Literatura de Cordel
#1
#1A hora da estrela de Clarice0
#2A carta do pistoleiro Mainha à sociedade0
#3A chegada de Lampião no céu0
#4A Filha do Pescador0
#5A lua vem da Ásia0
#6A Mulher Roubada0
#7Antônio Silvino: o rei dos cangaceiros0
#8Antônio Silvino: Vida, Crimes e Julgamento0
#9COLEÇÃO FAROL - Ajuricaba0
#10Combate de José Colatino com o Carranca do Piauí0
Descrição Completa
A lua vem da Ásia, romance emblemático de Campos de Carvalho (1916-1998), completa agora 60 anos e permanece atual, vibrante, único. Esta obra-prima da literatura brasileira ousou ser diferente num momento em que ser diferente era muito mais difícil. Surrealismo, humor nonsense, rebeldia, combate à hipocrisia e ao establishmentsão seus principais ingredientes. A narrativa, uma pseudobiografia em forma de diário, abriga as reminiscências de um herói bufão que vive em um hotel com um quê de claustro burlesco.
Os funcionários do estabelecimento são sentinelas risíveis; o maîtreministra sopas e banhos aos hóspedes; o gerente é aficionado por disciplina e horários; sua esposa aplica injeções em quem encontra pela frente; para evitar ladrões, grades nas janelas. Hotel de luxo, campo de concentração, mas, na verdade, um hospital de alienados.
Aqui o nonsense, embora delicioso, é só um pretexto: o que se pretende é a representação da realidade crua à qual tentamos inutilmente escapar, evidenciando o absurdo da existência e a vida bruta que expõe suas vísceras. Campos de Carvalho não transigiu um milímetro no propósito de aliar a um profundo sentimento humanista a implacável lucidez de quem desconfia e sabe que o mundo se finge de sério. E isso importa muito.
Noel Arantes
Doutor em Literatura pela Unicamp e professor universitário