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Ao acordar sozinha no chalé de caça onde estava hospedada nos Alpes austríacos, a narradora deste romance descobre-se cercada por uma barreira invisível e intransponível. Do outro lado, o mundo parece petrificado, suspenso num misterioso estado de destruição imóvel e silenciosa....
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Posição em Literatura
#1
#1Crime e Castigo0
#2O Morro dos Ventos Uivantes0
#3Gente Pobre0
#4O Morro dos Ventos Uivantes0
#5A Metamorfose0
#6Aproximações. Ensaios sobre literatura0
#7Coração sem medo0
#8Crime e Castigo0
#9Crime e castigo0
#10Dostoiévski para Ocupados: Crime e Castigo0
Descrição Completa
Ao acordar sozinha no chalé de caça onde estava hospedada nos Alpes austríacos, a narradora deste romance descobre-se cercada por uma barreira invisível e intransponível. Do outro lado, o mundo parece petrificado, suspenso num misterioso estado de destruição imóvel e silenciosa. Sem acesso à civilização, ela precisa aprender a sobreviver em completa solidão, acompanhada apenas por um cachorro chamado Lince, uma vaca que batiza de Bella e uma gata. A certa altura de seu isolamento, põe-se a escrever um "relato" — o próprio romance que lemos — no qual narra o abandono gradual de sua identidade social, e particularmente da ideia de feminilidade que a sociedade lhe impunha. "A narradora de Haushofer passa grande parte do romance se despindo de sua essência", observa James Wood no posfácio incluído nesta edição brasileira. "A primeira coisa a ir embora é o exoesqueleto social de sua feminilidade." Reconhecida como uma das grandes obras da literatura distópica e feminista, e publicada em 1963 — um prenúncio dos piores anos de tensão nuclear na Guerra Fria —, A parede apresenta, com precisão e força narrativa, uma jornada íntima e universal. Ao mesmo tempo, propõe uma visão também utópica: sozinha, a protagonista forma uma nova comunidade baseada no cuidado e na conexão com a natureza. Para ela, amar um animal se torna mais fácil — e talvez mais verdadeiro — do que amar um ser humano. Em uma narrativa que combina o realismo vívido da vida reconstruída a partir do essencial — plantar, caçar, cuidar — e uma meditação filosófica sobre o tempo, o corpo e o sentido da vida, Haushofer captura uma radical dessencialização do humano. "É difícil deixar de lado um delírio de grandeza há muito enraizado", constata a narradora. A parede é um clássico que desafia a ideia de progresso e nos confronta com a pergunta: o que realmente importa quando tudo o que resta é sobreviver?