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O aguardado retorno de André Viana à ficção, o romance Apesar dos meus ossos roídos é uma declaração de amor à vida, ainda que (quase) tarde demais. Carlos, o protagonista deste romance a um só tempo cômico e devastador, é um professor de literatura já aposentado que encara a fin...
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Descrição Completa
O aguardado retorno de André Viana à ficção, o romance Apesar dos meus ossos roídos é uma declaração de amor à vida, ainda que (quase) tarde demais. Carlos, o protagonista deste romance a um só tempo cômico e devastador, é um professor de literatura já aposentado que encara a finitude e a fragilidade do corpo. Nas anotações do seu diário, registra com diligência tratamentos médicos dolorosos — sobretudo a ameaça de uma grave doença reincidente e um longo procedimento com implantes dentários. Sobreviver e sorrir pela primeira vez na vida em muito tempo se igualam, aqui, numa mesma medida. Assim como reencontrar o prazer há muito perdido. Entre consultas, caminhadas e refeições solitárias em uma capital do sul, a milhares de quilômetros da cidade nordestina onde passou grande parte da vida, revive memórias de família: a filha Cecília, que foi em busca de um novo caminho na floresta; Ester, marcada pela dor; e o fantasma de André, morto cedo demais. O cotidiano trivial — idas ao cinema, compras em supermercados, leituras, encontros com amigos e amantes ocasionais — contrasta com a presença obsedante da morte. Mas é essa proximidade com o fim que o anima, insuflando desejo e vitalidade, ainda que nada mais disso pareça estar disponível com a mesma facilidade dos tempos de juventude. Escritor de ficção frustrado, a tentativa derradeira de escrever uma história baseada na temporada entre bibliotecas, cinemas e cafés que viveu em Paris, nos anos 1980, torna-se bastião contra a melancolia que o ameaça num mergulho espesso. Engendrando um elaborado jogo de espelhamento, ironia e apropriação criativa com os diários do próprio pai, o escritor Antonio Carlos Viana (1944-2016), André Viana oferece aqui um romance contemporâneo e cheio de vida em sua inventividade marcada pela compreensão humana.