É frequente percebermos o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, como um clássico da literatura brasileira e das literaturas de língua portuguesa. Mas o que, afinal de contas, garante a dimensão de clássico a uma obra literária? Parte da resposta está no excelente estudo Trad...
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#184
#1Bergmann6.462
#2Pela estrada à fora5.873
#3A barreira de AlDahin5.698
#4Outras Primeiras Pessoas De Amor E Guerra4.915
#5O Túnel do Tempo2.132
#6Princesinha do Papai2.014
#7Senhor das Cores e Símbolos - O Grande Livro das Raças1.901
#8AS PROEZAS E TRAVESSURAS DE LDANZIM1.822
#9Ecliptica: Caminhos de Sangue e Prata1.679
#10SE EU TIVESSE ASAS1.675
Posição em Literatura
#1
#1Crime e Castigo0
#2O Morro dos Ventos Uivantes0
#3Gente Pobre0
#4O Morro dos Ventos Uivantes0
#5A Metamorfose0
#6Aproximações. Ensaios sobre literatura0
#7Coração sem medo0
#8Crime e Castigo0
#9Crime e castigo0
#10Dostoiévski para Ocupados: Crime e Castigo0
Descrição Completa
É frequente percebermos o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, como um clássico da literatura brasileira e das literaturas de língua portuguesa. Mas o que, afinal de contas, garante a dimensão de clássico a uma obra literária? Parte da resposta está no excelente estudo Traduções de Dom Casmurro em Graciliano Ramos e Fernando Sabino: sociedade, feminino, metaficção, de Ariane da Mota Cavalcanti: ao estudar os ecos da obra-prima machadiana em romances escritos por dois dos mais importantes ficcionistas brasileiros do século XX – Graciliano Ramos e Fernando Sabino –, Ariane nos demonstra que um clássico se mantém vivo por meio da admiração e das infatigáveis releituras das sucessivas gerações de autores e autoras. Dom Casmurro, portanto, é relido pela crítica literária e pela pesquisadora não somente em suas próprias páginas, mas também nos romances São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Amor de Capitu, de Fernando Sabino.
Traduções de Dom Casmurro em Graciliano Ramos e Fernando Sabino é obra de crítica densa, que não renuncia ao rigor teórico e metodológico, mas empreende suas análises literárias conciliando profundidade e fluidez de leitura. Partindo de uma revisão crítica de alguns momentos fundamentais da fortuna crítica sobre Machado de Assis, Cavalcanti debate com riqueza conceitos teóricos como tradução, reescritura, discurso bacharelesco e a ideia do feminino, a fim de construir novas articulações críticas sobre os três autores estudados. Sua leitura guia-se por dois vetores: as semelhanças entre Dom Casmurro e os romances posteriores; e as diferenças entre as três obras. A atenção às diferenças, aliás, revela-se especialmente fecunda, porque é nas suas entrelinhas que entenderemos não só a recepção modernista e contemporânea de Dom Casmurro, como também os sempre complexos elos entre representação literária, tempo histórico e mudanças culturais.
Dessa maneira, este livro posiciona-se como obra de referência tanto para pesquisadores e pesquisadoras especializados em Machado de Assis, Graciliano Ramos e Fernando Sabino, quanto para todos aqueles que possuam o objetivo de aprofundar suas reflexões sobre três importantes romances brasileiros, livros cuja riqueza de interpretações está longe de se esgotar.
Cristhiano Aguiar
Escritor (prêmio Clarice Lispector, 2022/Biblioteca Nacional) e Professor Doutor de Literatura da Universidade Presbiteriana Mackenzie