O Pé de Chinelo do Papai Noel
Em O Pé de Chinelo do Papai Noel, uma fábula contemporânea e crítica, o Natal é retratado como um grande ritual de consumo travestido de tradição e esperança. Quando Papai Noel perde o pé esquerdo de seu chinelo, tratado por ele como um amuleto indispensável para que a noite de Natal funcione,, inicia-se uma busca que o conduz por fábricas superprodutivas, disputas simbólicas entre lados políticos opostos e discursos públicos que, apesar de conflitantes na forma, se revelam semelhantes na prática.
Enquanto narrativas rivais brigam pelo significado do Natal, uma multidão de pessoas permanece invisível, excluída tanto das promessas quanto das celebrações. A recuperação do chinelo expõe a contradição central da história: um sistema em que até a solidariedade se torna mercadoria, e a sorte de poucos depende da indiferença diante de muitos.
Com ironia e melancolia, a obra questiona o consumismo, a alienação política e a naturalização da desigualdade, usando o Papai Noel como símbolo de uma engrenagem cansada que, ao tentar manter o mundo funcionando, talvez tenha esquecido de olhar para quem ficou no chão.
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1 - Frio no Calcanhar?
1 - Frio no Calcanhar?
2 - Onde a Neve não Brilha
3 - O Retorno ao centro
4 - As listas que não se cruzam
5 - Os dois discursos
6 - A engrenagem reage
7 - O ensaio da noite
8 - O custo do atraso
9 - A noite começa fora do horário
10 - Onde o mapa falha
11 - A Reação em Tempo Real
12 - A Explicação Necessária
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