Conceito da obra
Laranja-da-China reune doze retratos modernistas de figuras comuns, cada uma marcada por nome historico, gesto social e cena concreta de Sao Paulo.
por Eder B. Jr.
Texto original de Antônio de Alcântara Machado em domínio público no Brasil, organizado em doze capítulos a partir da fonte Wikisource preservada no corpus.
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LARANJA-DA-CHINA · APRESENTAÇÃO
Texto autoral original de 1928, com fonte Wikisource e fac-símile de conferência preservados no corpus Literunico.
Blocos Extras da Apresentação
Laranja-da-China reune doze retratos modernistas de figuras comuns, cada uma marcada por nome historico, gesto social e cena concreta de Sao Paulo.
A estrutura passa por reparticao, patriotismo domestico, prudencia urbana, baile, infancia celebrada, casa, carnaval, jornal, loja, trilhos, festa religiosa e madrugada.
O Aurora organiza Natanael, Washington, Platao, Elena, Cicero, Cornelia, Crispiniano, Lamartine, Dagoberto, Ulisses, Teresa e Jose como tipos urbanos.
Sao Paulo aparece em bonde, automovel, loja, jornal, salao, avenida, trilho e casa, sempre ligada a uma pequena consequencia social.
O humor nasce do choque entre nome grandioso e rotina miuda, com enfase em objeto, postura, fala e dinheiro.
Cada capitulo recebeu um personagem dominante e uma forca social para orientar leitura, almanaque e continuidade do catalogo.
A obra e tratada como classico brasileiro de 1928, com fonte publica indicada e recurso visual documental ou contextual.
As imagens sao de acervos publicos ou Commons, com credito visivel e uso como contexto historico, urbano ou documental.

Organiza a coletanea como galeria de tipos urbanos de Sao Paulo, com humor seco e observacao de gesto social.

Une bonde, reparticao, casa, loja, salao, jornal, trilho e madrugada em uma cidade de ambicao pequena e pose grande.

Funcionario que transforma bonde, troco e atraso em tribuna particular.

Doutor que converte feriado republicano em cerimônia familiar, com carro, calendario e frases de ocasiao.

Homem da verificacao, do calculo e do medo de perder compostura diante da cidade moderna.

Moca que concentra no baile, na roupa e no par a medida de seu prestígio afetivo.

Mostra a politica reduzida a gesto de funcionario em transito.

Transforma a Republica em festa comandada dentro da familia.

Faz da cidade moderna uma prova para quem quer controlar tudo.

Coloca a paixao de Elena dentro de um rito social.
Ficha editorial, identidade pública e dados técnicos da obra em um só lugar.