Fragmento é um romance dramático, LGBT, publicado em 2025, da autora paulistana Andremis Aricieri. Conta a história de Kamilah, Samia e Giulia. A trama se passa na Itália. Kamilah é imigrante e mãe de Samia, uma garota com câncer. Com um passado de bastante sofrimento, ela tornou-se guerreira e não irá desistir tão fácil da vida de sua filha. Giulia é a médica que realizará a cirurgia em Samia. Uma neurocirurgiã competente, porém, assombrada por uma cirurgia sem sucesso. Em meio a luta contra a doença surgirá um grande amor. Mas nem sempre tudo é tão fácil. Como ponto principal devo destacar a escrita. Andremis tem uma escrita impecável: fluída e agradável. Você consegue ficar horas lendo sem se cansar, mesmo considerando a existência de algumas frases em italiano. O livro trata de um assunto sério, mas mantém o nível do drama, sem exagerar nem minimizar a situação. Ele desperta um turbilhão de sentimentos. Tem cenas que trazem alegria, outras bastante tristes. Algumas que geram medo e ansiedade. É ideal para quem curte um drama, gosta de histórias de relacionamento sáfico e não tem gatilhos relacionados a violência doméstica ou relacionamento abusivo. Boa leitura!!!
Compartilho com vocês o resultado de mais um desafio de escrita. Dessa vez eu precisava descrever uma entrada num diário de um de meus personagens num momento de virada. Escolhi a Cristina, personagem da segunda história do livro Minha Vida com Fantasmas. Ela expulsou o irmão drogado de casa. E só voltou a ouvir falar dele quando soube de sua morte. Este desabafo acontece após receber uma carta do irmão. Lembrando que esta cena não faz parte do livro.
"Querido diário, Hoje, quando recebi a carta que meu irmão me deixou antes de falecer, descobri que ele se livrou do vício e construiu uma família. Eu deveria estar feliz, mas não sei se estou. Enquanto eu o procurei por aí, sentindo-me culpada por tê-lo mandado embora, ele estava bem, namorando, sem nem se importar com o que eu pensava, fazia ou o quanto me sentia só. Eu me achava egoísta. E ele foi o quê? Lembro do dia que aquela mulher veio me informar sobre sua morte. Ainda sou capaz de sentir a mesma dor daquele momento. Uma dor enorme por não ter tido a oportunidade de me despedir. E vejo que ele não se preocupou em vir se despedir. Achou que uma carta bastava. Por que seria diferente? Ele sempre foi assim. Agora essa surpresa. Mulher e dois filhos. Ele pede que eu os procure. Não devo isso a ele. Não sei com que tipo de gente ele se meteu. Se essa mulher irá querer se aproveitar, arrancar algo de mim. Até hoje ela viveu sem saber que eu existo e eu, sem saber dela. Por que preciso procurá-la agora? O que eu ganho com isso? Ah, Diógenes, você não deveria ter deixado a carta dela comigo. Pensou que eu ia ficar toda babona querendo ter família? Ok, não tenho família. Perdi nossos pais e perdi você, meu irmão. Mas também não tenho problemas. Posso fazer o que bem entender sem dar satisfação ou ter que dividir o pouco que conquistei. Algumas vezes tenho medo de ficar sozinha. De ficar velha e não ter com quem conversar, ficar doente e não ter quem me ajude. Mas, prefiro isso a ser falsa. Fingir que gosto de uma cunhada que nunca conheci. Fingir que gosto de crianças. Eu não gosto de crianças. Prefiro continuar assim. Exatamente como está."
Será que a Dina, nossa protagonista, conseguirá amolecer esse coração duro? Leia Minha Vida com Fantasmas. Disponível na Amazon.
Na última aula de escrita criativa, tivemos um exercício onde, inspirados pela crônica “Amor é prosa” do Arnaldo Jabor e pela música “Amor e sexo” da Rita Lee, tínhamos que sugerir substantivos concretos que simbolizassem as palavras Amor, Sexo e Paixão. Compartilho meu resultado. "Amor é chuva Sexo é tempestade Paixão é tsunami" E aí? Quer tentar e compartilhar?
# Após ficar órfã, a protagonista vai ter a oportunidade de conhecer a família de seu pai na Coreia. #
O livro Destinos Cruzados é um romance da autora mineira Cynthia Amaral, que atualmente mora em Goiânia e é apaixonada por livros, seja escrevendo ou lendo. Este livro foi o livro de março do grupo de Leitura Coletiva que participo. Uma médica filha de mãe brasileira e pai coreano, ambos já mortos, recebe uma visita inesperada de um homem coreano que se diz ser seu tio. Esse homem, além de contar um pouco sobre sua família, lhe convida a ir para Coreia conhecê-los. Seu avô, um homem rico, deseja se reconciliar, após ter sido contra o casamento de seus pais. Julia decide aceitar a proposta e embarca para uma viagem de descobertas familiares, culturais e amorosas. Durante essa jornada enfrentará dificuldades e precisará fazer escolhas. Como ponto principal eu destaco a cultura coreana abordada no livro que amplia nossos conhecimentos o que é bem interessante. Eu adorei o fato de o livro abordar a ligação de Julia com escolas de samba, herança de sua mãe brasileira. Senti como se estivéssemos levando nossa cultura junto com ela para a Coreia. Agora vou confessar uma coisa pra vocês. Eu amo dorama. Estou cada dia mais apaixonada pela Coreia e sua cultura, e esse livro só reforçou meu amor. É um livro ideal para quem aprecia histórias de amor e gosta de conhecer outros países e culturas através da leitura.
Livro: Zafhira - Quando o amor acontece. Sabe aqueles livros que você não consegue parar? Esse é um deles. Escrito por Uiara Mei, idealizadora do Narrativas Introspectivas e uma escritora fantástica de Macaé – RJ. É um romance dramático, que trata profundamente relacionamentos com suas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Mas quem duvida que é mais fácil superar qualquer dificuldade e realizar sonhos quando há amor? Descobri este livro através da própria autora no projeto Narrativas Introspectivas, uma comunidade que dá suporte para autores independentes, que eu faço parte com muito orgulho. O livro conta a história de Júlia que, após conhecer Zafhira e ficar encantada por sua história, decide escrever sobre ela. Como não a encontra, vai em busca de mais informações com os dados que possui. É assim que conhece seu grande amor. Ao lado dele viverá momento incríveis, mas também passará por momentos muito difíceis, mostrando que nem sempre temos a vida sob controle. A história envolve amor, espiritualidade e amizade verdadeira. Abordando temas como a morte e a superação, a doença degenerativa e sua aceitação e a decisão pela maternidade. É uma história que me emocionou demais. A Julia é incrível. Uma mulher independente, que tem dilemas reais para resolver, por isso toca o fundo de nossa alma. Esse livro é ideal para quem busca histórias de amor mais profundas, para quem quer se emocionar.
Este é meu manifesto, minha relação com a literatura. Criei a partir de uma provocação da Uiara, do Narrativas Introspectivas, um projeto que ajuda na carreira de autores independentes e que está sendo fundamental na minha jornada.
Livro: Nada além de nós - Simony Peres Uma mulher de fibra que deixa tudo para trás em busca de seus sonhos.
Trata-se de um romance que se passa nas cidades de Olinda e Rio de Janeiro, da autora Simony Peres, que mora em Fortaleza e ama livros. Essa leitura chegou até mim por um grupo de Leitura Coletiva. Que grata surpresa!
O livro conta a história de Lolita, a garota de Olinda, filha do prefeito e noiva de Murilo, o filho de um oponente político de seu pai. O noivo, ao saber de sua gravidez, não dá o apoio que ela esperava. Ela conhece Eduardo, um turista carioca, que está de casamento marcado com Bárbara. Ambos estão noivos, porém algo muda dentro deles que pode afetar seus compromissos e transformar suas vidas. Essa história tem tudo para dar errado. Mas a gente fica torcendo para dar certo. Até porque Lolo e Edu são apaixonantes. Sem dar spoiler, devo dizer que Lolita enfrentará grandes desafios na cidade maravilhosa. Ainda bem que ela é uma mulher forte. E a força se multiplica quando há uma nova vida em seu ventre. Uma história que prende do início ao fim. Cheinha de reviravoltas e descobertas surpreendentes. Um destaque adicional para a preocupação de Lolita com o povo de sua cidade e com as mulheres que enfrentam dificuldades de encontrar trabalho quando estão grávidas. O que mais me encantou foi a criatividade dela diante das adversidades. Ela sempre achava uma forma de resolver as situações em que se envolvia. Isso desperta em nós uma emoção boa, uma esperança de que sempre podemos buscar uma saída. É uma história leve, gostosa, ideal para quem gosta de romances onde as protagonistas não ficam esperando o príncipe na torre do castelo, em vez disso, vão atrás de seus sonhos.
Kintsugi – A arte japonesa de aceitar suas imperfeições e encontrar felicidade. – Tomás Navarro.
Considero esse livro uma verdadeira terapia. A cada página você se identifica ou identifica pessoas que ama e que você quer ajudar a ser mais feliz. Todo mundo deveria ler.
Tomás é um psicólogo espanhol apaixonado pelo que as pessoas sentem, pensam e fazem. Atualmente, dirige um centro de bem-estar emocional fundado por ele, na Espanha.
Este livro com certeza contribuirá para que você avalie sua postura diante das adversidades e possa viver melhor. E, se pra você está tudo perfeito, que bom! Então ele irá ajudá-lo a compreender pessoas que não são tão perfeitas assim. (Segredo: a maioria de nós humanos).
A técnica japonesa denominada Kintsugi repara cerâmicas utilizando ouro, deixando as marcas visíveis e, tornando as peças ainda mais belas. Tomás faz um comparativo com nossa vida que pode ser despedaçada, mas também pode ser reconstruída, deixando cicatrizes que, muitas vezes, nos transformam em pessoas melhores. “A adversidade nada mais é que um desafio”. Com essa visão, Tomás vem nos mostrar que viver é diferente de sobreviver, já que viver, exige coragem. Enfrentamos adversidades todos os dias, e elas sempre farão parte do nosso caminho. Nós somos mais fortes que estas adversidades e precisamos ter consciência desta nossa força.
Já a dor... é necessária para nossa sobrevivência. É através dos sinais dela que tomamos ações para nos defender de danos maiores. Esse é o motivo pelo qual tanto a dor física como a emocional não devem ser ignoradas e sim compreendidas. O autor nos alerta que quantificar a dor de alguém é impossível pois cada um tem uma forma de expressar sua dor. Enquanto uns exageram na vitimização, outros sofrem em silêncio.
Algumas vezes nossa dor vem relacionada a um acontecimento e nossa tendência é buscar a nossa responsabilidade nesse acontecimento. O discernimento nesse caso é fundamental e Tomás nos ajuda nessa missão.
Avalia as 5 formas de encarar as adversidades: negar ou minimizar o problema, aceitar o problema mas achar que não é tão grave não fazer nada, achar que é tão grave que não pode tratar e então se deprimir, achar que se tratar pode trazer outros problemas, melhor nem tentar. E o que realmente deveríamos fazer: LUTAR.
O livro nos lembra que nosso corpo está preparado para se recuperar, ainda que fiquem cicatrizes. Qualquer pessoa que já tenha se arranhado, sabe disso. Aprendemos desde cedo que isso faz parte da vida: cair, se machucar, se curar e recomeçar. Mas ninguém nos conta que, assim como nosso corpo, nossa mente também tem o poder de curar feridas emocionais. E, exatamente como em nosso corpo, se não deixarmos a ferida cicatrizar, seja cutucando-a ou abrindo-a a cada momento, ela não irá cicatrizar. O recado aqui fica claro: cuide de suas feridas emocionais da mesma forma que você cuida de suas feridas físicas. Um outro aspecto abordado e que não pode deixar de ser citado é em relação à velocidade de reação. Muitas pessoas só reagem ao chegarem no fundo do poço, porém, algumas delas já não conseguem sair. Reagir o quanto antes é o melhor remédio. Na segunda parte do livro trata individualmente algumas situações que nos despedaçam, como: demissão, luto, depressão ou limitações físicas. Sei que nada supera um terapeuta de verdade mas, sinceramente, esse livro já ajuda bastante. Impossível sair dele da mesma forma que você entrou. Ele te arranca do papel de vítima e te mostra como ser o protagonista. Um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Se eu recomendo? Claro que sim. Não deixe de ler.