Universo da obra
Universo da obra
Marcelo Ariel é dos mais inventivos e intelectualmente estimulantes dentre os poetas brasileiros. Ainda será feita a interpretação de maior fôlego que sua obra merece. Mas, desde já, cabe observar que, desde Tratado dos anjos afogados, esse "poeta de Cubatão", "poeta do mangue", como já foi chamado, mantendo-se fiel à origem, ao mesmo tempo comprova que a criação poética é encontro do particular e do geral; do regional e do universal.
As universidades (ainda) ensinam que se deve separar autor e obra; "recortar" o texto, excluir o biográfico. Porém Marcelo Ariel não é um formalista; defende a síntese de poesia e vida; a superação da separação entre o mundo simbólico e aquele das coisas; entre sujeito e objeto. Por isso,é lícito expressar aqui admiração pelo personagem biográfico: o jovem de Cubatão que foi sobrevivendo através de subempregos e ao tempo estabelecendo uma relação inseparável com os livros e a poesia. Vejo analogia com biografias talvez mais dramáticas de beats que poderiam ter ido parar em qualquer lugar, não fosse a revelação através do contato com livros: Gregory Corso, delinquente juvenil que achou livros na prisão, descoberta que o levou a decidir ser poeta; Neal Cassady, menino de rua que passou a frequentar bibliotecas por não ter aonde ir, para também resolver tornar-se escritor. Os que, descobrindo livros, descobrem-se a si mesmos; através de revelações, atingem um nível de refinamento como este mais uma vez evidenciado pela literatura de Marcelo Ariel.
Cláudio Willer
Fonte MEC Livros: https://meclivros.mec.gov.br/search/view-work?id=1000980
Marcelo Ariel é dos mais inventivos e intelectualmente estimulantes dentre os poetas brasileiros. Ainda será feita a interpretação de maior fôlego que sua obra merece. Mas, desde já, cabe observar que, desde Tratado dos anjos afogados, esse "poeta de Cubatão", "poeta do mangue", como já foi chamado, mantendo-se fiel à origem, ao mesmo tempo comprova que a criação poética é encontro do particular e do geral; do regional e do universal.
As universidades (ainda) ensinam que se deve separar autor e obra; "recortar" o texto, excluir o biográfico. Porém Marcelo Ariel não é um formalista; defende a síntese de poesia e vida; a superação da separação entre o mundo simbólico e aquele das coisas; entre sujeito e objeto. Por isso,é lícito expressar aqui admiração pelo personagem biográfico: o jovem de Cubatão que foi sobrevivendo através de subempregos e ao tempo estabelecendo uma relação inseparável com os livros e a poesia. Vejo analogia com biografias talvez mais dramáticas de beats que poderiam ter ido parar em qualquer lugar, não fosse a revelação através do contato com livros: Gregory Corso, delinquente juvenil que achou livros na prisão, descoberta que o levou a decidir ser poeta; Neal Cassady, menino de rua que passou a frequentar bibliotecas por não ter aonde ir, para também resolver tornar-se escritor. Os que, descobrindo livros, descobrem-se a si mesmos; através de revelações, atingem um nível de refinamento como este mais uma vez evidenciado pela literatura de Marcelo Ariel.
Cláudio Willer
Fonte MEC Livros: https://meclivros.mec.gov.br/search/view-work?id=1000980
Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.
Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.
Adquira Relíquias do Livro como colaboração ao autor e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!
Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.
Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.
Durante a leitura, abra Menu para ajustar a experiência sem sair do capítulo. As preferências de aparência ficam salvas neste aparelho.
Recursos identificados como “em preparo” aparecem para antecipar a evolução do leitor, mas ainda não executam uma ação.