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A Companheira do Alfa Shadow

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A Companheira do Alfa Shadow

Capítulo 1 · A Companheira do Alfa Shadow

Prólogo

Prólogo — Sangue Prateado

O punho acertou meu estômago antes que eu pudesse respirar.

— Anda, maldita!

Meu corpo bateu no chão de terra batida. O gosto de ferro já era familiar — tinha me acostumado com ele nos últimos meses, desde que comecei a viver entre eles. Meus joelhos ralaram contra as pedras soltas do acampamento dos Rogues, e eu forcei os braços a me levantarem antes que o chute viesse de novo.

Doía.

Sempre doía.

Mas doer significava que eu ainda estava viva.

— A comida não vai se cozinhar sozinha, sombra! — o Rogue chamado Grunt rosnou, seus olhos amarelos brilhando no crepúsculo. Ele era grande, sujo, com cicatrizes no pescoço que pareciam marcas de mordidas antigas. — Seu turno na fogueira.

Não respondi.

Aprender a não responder foi a primeira lição que esses amaldiçoados me ensinaram.

Levantei, arrastei meus dezoito anos de ossos e músculos magros até o centro do acampamento. Os Rogues estavam espalhados em círculos irregulares — alguns em forma humana, outros em lobo, todos com aquela aparência de quem viveu tempo demais sem território, sem leis, sem ninguém para responder a não ser a própria fome.

Três meses vivendo entre banidos.

Três meses sobrevivendo.

Três meses escondendo quem eu realmente era.

Ninguém perguntou meu nome quando cheguei. Pedaços de carne arrancados de uma caça malfeita foram jogados aos meus pés. Olhei para os homens ao redor. Olhei para o sangue escorrendo entre meus dedos. Comi.

Naquela noite, dormi enroscada perto do fogo, com uma faca enferrujada sob minha jaqueta e os olhos grudados na escuridão além das chamas.

E ninguém notou que minhas mãos tremiam por um motivo diferente do frio.

Ninguém notou meus cabelos tingidos de castanho-escuro, disfarçando o que crescia por baixo.

Ninguém notou nada.

Porque Rogues não se importam com o passado de ninguém. Só com o que você pode fazer por eles — ou o que podem tirar de você.

— Lucy! — a voz áspera de Mira cortou meus pensamentos.

A Rogue era uma mulher de quarenta e poucos anos, com um olho só e cicatrizes que desciam pelo pescoço até sumirem sob a gola rasgada da jaqueta de couro. Ela me encontrou quando eu estava a poucos dias de morrer de fome, perto da fronteira entre territórios. Não por bondade. Porque eu era jovem. Porque eu era útil. Porque eu podia carregar água, cozinhar e, se necessário, servir de isca.

— O fogo está morrendo — ela continuou, apontando com o queixo para as brasas fracas. — Você quer que a gente congele esta noite?

Corri para juntar lenha.

Foi assim que minha vida se tornou.

Acordar. Trabalhar. Calar a boca. Sobreviver.

---

O primeiro sinal de que algo estava errado veio três dias depois.

Uma dor.

Não uma dor comum — dessas que você sente depois de cair de uma árvore ou ser mordida por um animal. Era uma dor que vinha de dentro. De um lugar que eu nem sabia que existia.

Profundo no peito.

Nas articulações.

Nos ossos.

Como se algo estivesse tentando sair. Como se meu corpo estivesse se preparando para uma guerra que eu não queria lutar.

Naquela noite, encolhida no canto sujo da barraca improvisada que dividia com duas outras mulheres Rogues (nenhuma delas jamais tinha me dito bom dia ou boa noite, mas também nunca tinham tentado me matar enquanto eu dormia — o que, aqui, era o mais próximo de amizade que alguém podia esperar), eu apertei os olhos com força e respirei fundo.

Não agora.

Por favor, não agora.

A última vez que senti algo parecido eu tinha quinze anos.

Foi quando a máscara caiu pela primeira vez.

O cabelo prateado começou a nascer. Meu olhos mudaram de cor por algumas horas — e minha tia-avó, a última parente que me restava, me obrigou a tingir os fios e usar lentes de contato azuis.

— Se alguém ver isso, você morre — ela disse, com as mãos tremendo enquanto passava a tinta no meu cabelo. — E eu também. E qualquer um que já tenha te tocado.

Ela morreu dois meses depois.

Uma noite, homens vieram. Não Rogues. Lobos com cheiro de autoridade, de alcateia, de leis escritas em sangue. Mataram minha tia-avó sem fazer perguntas. Reviraram a casa. Encontraram um fio de cabelo prateado no meu travesseiro.

Eu já tinha fugido pela janela dos fundos.

Nunca parei de correr desde então.

---

— Lucy!

O grito de Grunt me arrancou do sono.

— Levanta! Caçamos hoje! Vamos precisar de você para espantar os veados para os caçadores!

Levantei. Como sempre.

Os Rogues caçavam em grupos de oito ou dez. Eu era o azarão — a que corria na direção oposta ao rebanho, fazendo barulho, assustando os animais para que eles fugissem direto para os dentes dos lobos. Era perigoso. Era humilhante. Mas era o que me mantinha viva.

Corremos pela manhã.

Atravessamos uma parte da floresta que eu não conhecia — árvores mais altas, solo mais úmido. O cheiro de rio estava próximo.

— Mais rápido! — Grunt rosnou ao meu lado, já em forma de lobo, sua pelagem marrom-suja brilhando de suor.

Corri.

Meus pulmões queimavam. Minhas pernas gritavam.

Mas eu corri.

E foi então que a dor voltou.

Dessa vez, dez vezes pior.

Parei no meio da corrida. Meus joelhos dobraram. Minhas mãos atingiram o chão. O mundo girou ao meu redor — árvores, céu, terra, tudo se misturando em um borrão nauseante.

— O que há com ela? — a voz de Mira veio de algum lugar à minha esquerda.

— Preguiça — Grunt rosnou. — Sombra maldita. Levanta, menina!

Tentei.

De verdade, tentei.

Minhas pernas não responderam.

A dor queimava agora. Subia dos meus ossos para minha pele, como se alguém tivesse incendiado meu sangue. Minhas mãos cavaram a terra. Meus dentes rangeram.

Isso não é normal.

Isso nunca foi normal.

— Ela está tendo uma transformação? — alguém perguntou, e ouvi passos se aproximando.

— Não senti cheiro de lobo nela nunca. Deve ser fraqueza. Ou doença.

— Então deixa ela morrer. Não temos comida para alimentar doente.

Grunt resmungou algo que não entendi.

Depois, uma mão áspera agarrou meu cabelo e puxou minha cabeça para cima.

— Você tem até a contagem de três para se levantar, sombra. Ou juro pela lua que vou arrancar você daqui pelos pés.

Uma. Dois.

Três.

Levantei.

Não por vontade. Por medo.

E quando meus pés finalmente encontraram o chão, quando minha visão parou de girar, eu vi.

Meus braços.

Cobertos de suor e terra.

E sangue.

Sangue escorrendo de pequenos cortes que eu não lembrava de ter — cortes entre os dedos, ao redor das unhas, onde a pele parecia ter se rompido sozinha.

Sangue que não era vermelho.

Sangue que brilhava.

Prateado.

O silêncio foi pior do que qualquer grito.

Grunt soltou meu cabelo como se eu queimasse. Deu um passo para trás. Depois outro.

Seus olhos — antes cheios de desprezo, de tédio, de fome — agora estavam arregalados.

— Pelo... — ele começou, mas a voz falhou.

Mira empalideceu. A cicatriz no seu pescoço pareceu mais branca do que o resto da pele.

— Prateado — sussurrou alguém atrás de mim. — O sangue dela é prateado.

Eu congelei.

Meu primeiro instinto não foi lutar. Não foi correr.

Foi negar.

— Não é nada — ouvi minha própria voz dizer, fraca. — É... sujeira. Reflexo da luz.

Mentira.

Todos sabiam.

Os Rogues viviam à margem. Não tinham alcateias, não tinham leis, não tinham honra. Mas conheciam as histórias. As lendas. As maldições que o Conselho dos Alfas tentava enterrar há séculos.

Sangue prateado.

Olhos prateados.

A linhagem amaldiçoada.

— Ela é uma das... — a voz de uma Rogue fêmea tremeu. — Uma descendente. Do Alfa Supremo.

— Não — outra voz cortou, mais dura. — Ela é veneno. A maldição dela vai se espalhar. Vai contaminar todo mundo que tocar nela.

— Mata!

A palavra veio como um tiro.

— Mata ela!

— Queima o corpo!

— Nem chega perto — Grunt ordenou, recuando mais. — Sangue prateado se espalha pelo contato. Pelo ar. Não sei.

Ele não sabia.

Ninguém sabia.

As lendas eram confusas, contraditórias, cheias de medo e superstição. Alguns diziam que a maldição era contagiosa. Outros, que apenas descendentes diretos eram afetados. Alguns acreditavam que o sangue prateado concedia poder imenso — que beber daquele líquido luminoso podia curar qualquer ferida ou dar força de dez lobos.

Outros diziam que era veneno puro.

Que uma única gota poderia matar um alfa em segundos.

Eu não sabia o que era verdade.

Sabia apenas que minha tia-avó me fez prometer.

Nunca deixe ninguém ver.

Nunca.

— Por favor — minhas palavras saíram em um fio de voz. Eu levantei as mãos, sangue prateado escorrendo entre meus dedos, pingando no chão de terra. — Eu não sabia. Juro que não sabia. Eu só... eu só queria...

O que?

Sobreviver?

Esconder?

Não morrer?

— Fiquem longe dela! — Mira ordenou, puxando um dos Rogues mais jovens pelo braço. O garoto — não podia ter mais de dezesseis — olhava para mim com olhos arregalados, mesclados de medo e fascínio. — Ela está marcada. Amaldiçoada. Não toquem nela!

Grunt avançou.

Não em forma de lobo — não confiaria os dentes perto do meu sangue, talvez. Mas em forma humana, com uma faca enferrujada na mão.

— Acalmem-se — outra voz cortou o ar.

Um Rogue mais velho. Cabelos grisalhos, olhos claros, uma postura diferente dos outros. Ele não estava no acampamento quando cheguei. Apareceu algumas semanas depois. Falava pouco. Observava muito.

— Ela não vai contaminar ninguém — continuou, aproximando-se devagar. — Isso é superstição. Histórias de alfas velhos para assustar filhotes.

— Então por que o Conselho caça eles há dois mil anos? — Mira disparou.

O velho Rogue não respondeu.

Olhou para mim.

Realmenteolhou.

— Quantos anos você tem, menina?

— Dezoito — respondi, antes que meu cérebro pudesse inventar uma mentira melhor.

— Dezoito — ele repetiu, como se estivesse fazendo contas na cabeça. — E já está sangrando prateado. Isso significa que o selo está enfraquecendo.

— Selo? — perguntei.

Ninguém nunca tinha me falado de selo nenhum.

O velho Rogue ignorou minha pergunta. Virou-se para os outros.

— Ela não é uma ameaça. É uma criança. Uma órfã. Provavelmente a última da linhagem.

— Exatamente — Grunt rosnou. — A última. Se a matarmos, a maldição morre com ela.

— Ou — o velho contra-atacou — se a mantivermos viva, podemos usá-la.

O silêncio que se seguiu foi diferente.

Antes era medo.

Agora era cálculo.

— Usar como? — Mira perguntou, os olhos estreitados.

O velho Rogue sorriu. Era um sorriso feio, cheio de dentes amarelados.

— O Conselho dos Alfas pagaria muito para ter a última descendente da linhagem amaldiçoada. Não para matá-la. Para estudá-la. Paracontrolá-la. Há quem diga que o sangue prateado pode quebrar maldições. Quem diga que podecriarnovas.

Meu estômago se revirou.

— Ou — continuou — os alfas rivais dos atuais pagariam ainda mais. Para usá-la como arma.

— Ela não é uma arma — ouvi minha própria voz dizer.

Todos riram.

— Você não sabe o que é, menina — o velho Rogue disse, dando mais um passo em minha direção. Seus olhos brilhavam com uma luz que eu não conseguia identificar. — Ninguém sabe. Por isso você vale tanto.

Ele parou a menos de dois metros de mim.

— Vou fazer uma proposta. Ficamos com você viva. Alimentamos você. Protegemos você. Em troca...

— Em troca, o quê? — minha voz tremeu.

— Em troca, quando alguém vier perguntar, você dirá que está conosco voluntariamente. Que não quer fugir. E nos dará... amostras.

— Amostras?

— De sangue. De cabelo. De... outras coisas.

Náusea subiu pela minha garganta.

— Não — respondi.

Não pensei.

Não calculei.

Apenas disse.

O sorriso do velho Rogue morreu.

— Não?

— Não.

Outro silêncio.

Mas este veio com uma mudança no ar. Algo denso. Pesado. Como o momento antes de uma tempestade.

— Ela escolheu — Grunt disse, e não havia hesitação em sua voz agora. — Mata.

O primeiro golpe veio de um Rogue que eu nem vi se aproximar.

Uma pedra. Atingiu meu ombro. A dor foi surda, mas o som do osso rangendo ecoou nos meus ouvidos.

O segundo veio de outro ângulo. Uma faca arremessada. Errou por centímetros.

Corri.

Sem direção.

Sem plano.

Sem nada além do desespero puro.

A floresta passou por mim como um borrão. Galhos arranhavam meu rosto. Espinhos rasgavam minhas roupas. Meu sangue prateado espirrava no chão atrás de mim, marcando meu rastro como um farol na escuridão.

— Pega ela!

— Não deixa fugir!

— Corta o caminho pela direita!

Eles eram mais rápidos.

Mais fortes.

Mais numerosos.

E eu estava sangrando. Caindo. Morrendo.

Foi quando tropecei.

Meu pé enroscou em uma raiz. Meu corpo girou no ar. Minhas costas atingiram o chão com força suficiente para roubar meu fôlego.

Acima de mim, o céu começava a escurecer.

E entre as árvores, olhos amarelos. Muitos. Aproximando-se.

Fechei meus olhos.

Desculpa, tia-avó.

Desculpa por não conseguir.

Desculpa por não ser forte o bastante.

Mas o golpe final nunca veio.

Ouvi uma voz.

Não dos Rogues.

Uma voz que veio de dentro da minha própria cabeça. Ou do meu peito. Ou de algum lugar que eu nem sabia que existia.

Levanta.

Você não morre aqui.

Você não morre nunca.

Minhas mãos tocaram o chão.

Minhas pernas se moveram.

Meus olhos abriram.

E o mundo estava diferente.

Não mais escuro. Não mais assustador.

Cada folha. Cada sombra. Cada respiração dos Rogues ao redor — eu sentiatudo. Como se a floresta inteira fosse parte de mim.

Algo dentro do meu peito se rompeu.

Um selo.

Um cadeado.

Uma corrente que eu nem sabia que existia.

O grito que saiu da minha boca não era humano. Não era lobo. Era algo entre os dois — algo antigo, algo poderoso, algo que nunca deveria ter sido silenciado.

Os Rogues pararam.

Grunt congelou a três metros de mim, a faca erguida, o rosto transformado em uma máscara de horror.

O velho Rogue, que estava atrás, recuou.

— A maldição... — ele sussurrou. — Está despertando.

Minhas mãos tremiam.

Não de medo.

De poder.

Sangue prateado escorria dos meus olhos. Dos meus ouvidos. Das comissuras dos meus lábios.

Mas eu não sentia dor.

Sentiafúria.

— Fiquem longe de mim — minha voz saiu estranha. Duplicada. Como se duas pessoas estivessem falando ao mesmo tempo.

Grunt hesitou.

Por um segundo, achei que ele fosse recuar.

Ele avançou.

A faca veio em direção ao meu peito — rápida, mortal, certeira.

Minha mão se moveu antes que meu cérebro processasse.

Segurei a lâmina.

Nua.

Com a palma aberta.

O corte foi profundo. Sangue prateado jorrou.

Mas não escorreu pelo chão.

Subiu.

Flutou no ar como poeira luminosa. Envolveu minha mão. Enrolou-se no braço de Grunt.

Ele gritou.

Não um grito de dor. Um grito demedo.

O sangue prateado tocou sua pele e ele caiu de joelhos, a faca caindo de sua mão, os olhos arregalados.

— O que... o que você é? — ele ofegou.

Eu não sabia responder.

Só sabia que não podia ficar.

Corri.

Dessa vez, ninguém me seguiu.

---

Parei horas depois.

Meus pulmões queimavam. Minhas pernas tremiam. O sangue prateado havia parado de escorrer, mas minhas mãos ainda brilhavam fracamente na escuridão.

Encontrei um rio.

Ajoelhei na margem. Lavei meu rosto. Lavei minhas mãos.

A água levou o brilho, mas não levou a memória.

Olhei para meu reflexo.

Cabelos escuros — ainda tingidos, por pouco tempo. Olhos azuis — escondidos atrás das lentes de contato que ardiam depois de tantas horas.

Mas por baixo disso tudo, eu vi.

A prata.

Esperando.

Sempre esperando.

Sentei na margem do rio, encolhi os joelhos contra o peito e, pela primeira vez em meses, chorei.

Não porque estava sozinha.

Não porque estava com medo.

Porque pela primeira vez, eu entendi que não importava o quanto eu corresse.

A maldição sempre me encontraria.

E talvez... talvez elafosseeu.

---

O céu clareou lentamente.

O sol nasceu atrás das montanhas, e a luz dourada tocou a superfície da água.

Levantei.

Ajeitei minha jaqueta rasgada. Passei a mão pelo cabelo tingido.

E comecei a andar.

Não sabia para onde.

Não sabia o que me esperava.

Só sabia que, por enquanto, ainda estava viva.

E enquanto estivesse viva, havia esperança.

Mesmo que fosse uma esperança prateada, amaldiçoada e proibida.

Mesmo que o mundo inteiro quisesse me ver morta.

A Companheira do Alfa Shadow

Sinopse

Lucy tem dezoito anos e uma maldição no sangue.

Caçada desde que sua família foi massacrada, ela vive entre Rogues e florestas, escondendo o segredo que a condena: seu sangue brilha prateado — marca da linhagem amaldiçoada que tentou roubar o poder da Deusa da Lua há dois mil anos.

Sem lobo. Sem alcateia. Sem esperança.

Até que, ferida e quase morta, é encontrada à beira de um rio por Alex Shadow, alfa Lúpus da Alcateia Shadow Moon. Trinta e cinco anos. Dezessete anos procurando sua companheira. Uma vida inteira esperando.

Ele a reconhece no instante em que a toca.

Ela não sente nada — porque seu lobo está selado pela maldição.

Agora, Alex precisa proteger a mulher que o destino escolheu para ele, mesmo que ela mesma tente fugir a cada oportunidade. Mesmo que o Conselho dos Alfas queira seu sangue. Mesmo que a próxima Lua Escarlate — que ocorre a cada 333 anos — esteja se aproximando, e com ela, a profecia que pode destruir todas as oito alcateias.

Lucy é a herdeira perdida. A última descendente do Alfa Supremo amaldiçoado. E seu destino é se tornar a líder suprema dos lobos... ou morrer tentando.

Mas ela só quer uma coisa: ser livre.

Entre segredos antigos, alfas rivais, traições no Conselho e um vínculo que ela não pode sentir, Alex e Lucy terão que enfrentar o maior desafio de todos: confiar um no outro.

Porque o amor pode quebrar qualquer maldição...

...desde que você esteja disposto a pagar o preço.

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