Universo da obra
Universo da obra
Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.
Poema satírico de Gregório de Matos sobre a cidade da Bahia colonial, em edição gratuita do Literunico, em domínio público, com leitura online por capítulo. O texto integra o acervo de clássicos brasileiros para busca, redes sociais, pesquisa por IA e leitura digital, com fonte pública validada no Wikisource.
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