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A Leitura Cria

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07/0411:00
Livro: A Boa Mentira
Autora: A. R. Torre
Páginas: 272 | +16 anos

Um serial killer chamado BHK é um predador que já fez inúmeras vítimas e, após o desaparecimento de Scott Harden, todos acreditam que ele é a sua última vítima. Contudo, em uma tarde qualquer, aflita com toda a situação, sua mãe escuta o alarme da casa tocar e se surpreende ao descobrir que é o filho que apareceu após dias desaparecido. A sua aparência parece a mesma, tirando o fato de estar mais gordo.

Gwen Moore é uma psiquiatra especialista em psicopatas e tem algumas teorias sobre o BHK, mas tudo muda quando Robert aparece em sua vida. O encontro foi peculiar: após ir ao funeral de um antigo paciente, ela decide parar em um bar e conhece o advogado. Eles conversam e têm uma noite de paixão. Na manhã seguinte, Gwen surpreende Robert mexendo em suas anotações particulares sobre seus pacientes. O clima pesa, e ambos retornam às suas vidas normais.

Já com Scott, agora que ele retornou, um novo nome é fornecido por ele para quem possa ser o verdadeiro BHK, e um homem é preso por isso. Robert não acredita em nenhum momento que aquele homem seja o verdadeiro serial killer, e ele tem bons motivos para defender o acusado, pois o seu filho foi vítima fatal do BHK.

Robert então contrata os serviços de Gwen, pois deseja um perfil do BHK, na esperança de provar que aquele homem preso, seu cliente, é inocente. O livro tem poucos personagens, é fluido e instigante. Em certo momento, o leitor acaba compreendendo o que de fato aconteceu, mas isso não tira a força do plot twist. O ritmo do livro me agradou, assim como os capítulos intercalando os personagens. A única personagem que achei fraca foi a Gwen; como profissional, ela deixou a desejar.

É um livro que vale a leitura para os fãs de suspense e para aqueles que desejam iniciar nesse gênero.

#aboamentira #darkside

📍Ficou com vontade de ler?

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MULTIMÍDIA
25/0311:44
Livro: Impostora
Autora: R. F. Kuang
Páginas: 352 | +16 anos

Até que ponto a inveja e a rivalidade podem levar uma pessoa a cometer crimes? No livro Impostora, June sempre nutriu inveja das conquistas da colega de profissão, pois Athena Liu era aclamada pela mídia, escrevia livros de sucesso e tinha tudo o que June nunca teve. Contudo, após uma fatalidade, Athena perde a vida e, com um post em uma rede social falando da perda da colega de trabalho, June recebe mais atenção do que já havia recebido em toda a sua vida, o que a deixa sedenta por mais.

No momento em que Athena perdeu a vida, June estava ao seu lado e, antes de sair do prédio vazio, após a chegada das ambulâncias, ela roubou o manuscrito O Último Front da colega. No início, ela só queria ler o rascunho e entender o sucesso de Liu, mas a inveja a motiva a mudar as palavras, reescrever vários trechos e enviar o texto para o seu próprio editor. O livro é aceito, e a fantasia vira realidade, pois não demora muito até que ela sinta o gosto do sucesso.

Contudo, mesmo com muito dinheiro e reconhecimento, os haters de June só crescem, pois ela “escreveu” um livro sobre a relevância dos trabalhadores chineses durante a Primeira Guerra Mundial, e muitas pessoas acham que ela está ganhando dinheiro por meio de apropriação cultural. June, então, sofre bastante ao longo da história, pois o carma de ter feito o que fez vem com toda a força.

A história é narrada por June, e esse foi o ponto mais crítico para mim, pois é uma personagem sem carisma, chata e uma pessoa horrível. A leitura foi muito arrastada, e acho que cerca de cem páginas estão ali apenas como um grande devaneio da escritora. Entendo o peso da crítica feita por R. F. Kuang, mas a falta de carisma e de fluidez teve um impacto muito forte para mim.

Se for ler, esteja avisado de que é um drama e um livro que divide opiniões.

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MULTIMÍDIA
24/0311:00
Livro: A Maldição do Mar
Autora: Shea Ernshaw
Páginas: 320

A cidade de Sparrow é marcada por uma maldição desde 1822, quando três irmãs foram afogadas simplesmente por serem bonitas, sedutoras e independentes, em um período em que isso era inaceitável.

Desde então, em todo verão, elas assumem os corpos de meninas da cidade e seduzem três garotos, levando-os para o fundo do mar. Há quem acredite que a maldição é real, mas também existem aqueles que acham que há uma seita e um pacto capaz de fazer com que esses garotos sacrifiquem as próprias vidas.

Mais um verão se aproxima, e conhecemos a vida e a maldição através dos olhos de Penny Talbot. O livro é narrado em primeira pessoa. Antes do início do verão, alguns jovens da cidade se reúnem para beber e entrar nas águas do mar, em um gesto de coragem e falta de juízo, esperando que alguma das irmãs assuma seus corpos.

Penny vive sozinha com a mãe na ilha, longe da cidade, cuidando do farol. Não muito tempo antes, vivia com elas também o pai de Penny. Contudo, ele desapareceu; alguns acreditam que ele abandonou a ilha, mas, no fundo, Penny acha que ele foi levado por uma das irmãs.

O livro intercala entre o presente, na visão de Penny, e o passado, contando desde quando as irmãs chegaram à cidade até o dia em que foram afogadas. Nos dias atuais, tudo ia muito bem até que surge um forasteiro na cidade: Bo Carter. Ele é gentil e está à procura de um emprego. Viu o aviso de “contrata-se” que Penny colocou na cidade, procurando alguém para ajudá-la na ilha com o farol. Porém, quando o vê ali pedindo emprego, sente a necessidade de afastá-lo, pois acredita na maldição e teme por ele. Mas o charme de Bo é forte, e ela acaba aceitando seus serviços.

O tom do livro muda um pouco: é um misto de mistério com narrativa juvenil. Porém, ao se aproximar do final, o tom muda novamente, mostrando que Penny é um pouco diferente do que vimos até então. A personagem principal é um pouco melancólica, e o livro se torna um pouco arrastado em alguns momentos, mas gostei da resolução do final, pois a situação da nossa protagonista é peculiar.

Recomendo para todos que amam um romance com toque de fantasia e mistério.

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MULTIMÍDIA
23/0311:05
Livro: Um Anjo Chamado Elena
Autora: Silmara Vendramel
Páginas: 82

Elena é uma professora dedicada que ama a sua profissão. Com muito amor e cuidado, preparou lembrancinhas em forma de palhaços para presentear os seus alunos do maternal, a quem chamava de coelhinhos. Contudo, um dia que seria comum guarda uma tragédia.

Cosme é um homem mentalmente doente, vive sozinho em um casebre mal cuidado, somente ele e seus fantasmas. Ele trabalha na mesma creche que Elena, sendo que ele é o vigia, aquele responsável por zelar pela segurança das crianças, mas a sua mente está fragmentada, doente, e a perda do pai foi um motivador para que ele criasse um plano horrível para destruir vidas.

O livro apresenta uma tragédia anunciada, e o leitor fica tenso durante a leitura, com o coração apertado com a felicidade de Elena, em um dia comum, mas muito especial na creche, em contraponto com a mente perturbada de Cosme em sua ânsia por destruir todos. Quando a parte mais delicada da história acontece, Silmara usou o poder da escrita para falar mais sobre o amor de Elena, Ana e Edneia, ao se colocarem sem dó nem piedade diante do perigo para salvar os pequenos das chamas do fogo, do que dos atos em si. Não é uma história para você saber dos detalhes de uma história que foi baseada em fatos reais, é uma narrativa para deixar bem claro o ato de amor da professora por seus alunos, de como ela não se incomodou com o fogo consumindo a sua pele, de como ela foi e voltou com crianças nos braços, com as mãos machucadas, roupas queimando, na decisão de salvar a vida da maior quantidade possível de crianças.

É uma leitura que toca, promove reflexão. Aquele ambiente de amor e felicidade me fez lembrar dos meus professores, do amor deles por cada aluno. O que fica da leitura é o sentimento de que, para quem tem fé ou não, existe a esperança de paz para as três mulheres corajosas, além da lembrança da vida daqueles coelhinhos que não puderam ser salvos.

É uma homenagem linda à tragédia em Janaúba, para que nunca nos esqueçamos da coragem de mulheres como Heley, Jéssica e Geni.

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MULTIMÍDIA
18/0311:00
Livro: O Portador do Fogo
Autor: Bernard Cornwell
Páginas: 322

No décimo livro da série, Uhtred já tem uma idade avançada, mas, como não havia a noção de contar os anos, nem ele mesmo tem essa noção. O seu sonho de recuperar a fortaleza da família, Bebbanburg, está mais vivo do que nunca, e, para os fãs ávidos por essa conquista, este livro provocará lágrimas em seus olhos.

O pano de fundo da história continua o mesmo, com Uhtred ajudando diretamente, ou indiretamente, a conquista de Eduardo, filho do rei Alfredo — já falecido — a unificar os territórios em apenas um, tornando-o a Inglaterra. Neste livro, as estratégias de guerra estão presentes mais do que nunca, e a rivalidade entre os saxões é ainda mais nítida do que aquela velha rixa entre dinamarqueses e saxões.

A ficção histórica escrita por Bernard envolve muita ação e um humor que lhe é peculiar, tudo isso misturado ao tom de narrativa baseada em fatos que ele pesquisou, além de personagens reais aos quais ele cria personalidades e motivações. Vemos alguns personagens antigos neste livro, e é doloroso perceber como o tempo passou e como eles estão mais velhos, como a importante Æthelflaed, uma figura tão marcante que está presente desde o começo. Outro personagem cuja evolução foi surpreendente de ver foi o filho não reconhecido do rei Eduardo, Aethelstan, protegido de Uhtred, que tem um papel primordial no final.

Nas notas históricas, Bernard mostra um tom de nostalgia ao falar mais sobre esse empreendimento. Também, quem não ficaria emocionado ao escrever uma série de 13 livros, com personagens tão queridos e frases que marcaram, como: “o destino é inexorável”.

As Crônicas Saxônicas são para todos os leitores, principalmente para aqueles que não têm medo de se aventurar em uma ficção histórica fluida e viciante.

#bernadcornwell #cronicassaxonicas

📍Me conta aqui…você já leu alguma ficção histórica?

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MULTIMÍDIA
14/0321:21
Livro: Os Quitutes
Autora: Silmara Vendramel
Páginas: 204 | +16 anos

Rogério e Vilma são o casal modelo: simpáticos, preocupados com as comunidades por onde passam e aparentemente sem nada que os comprometa. Mas nem tudo é o que parece nessa história. Logo no início, conhecemos também Suelen, uma mãe solo que está passando por dificuldades, mas logo é acolhida por esse casal perfeito. Ela e sua filha Vanessa ficam sob a proteção deles, até que a mulher vê algo que a perturba na geladeira do casal. Mal sabia ela que aquilo era fruto de uma seita macabra, que motiva o casal a sacrificar animais e humanos, derramando sangue inocente para oferecer a um deus inventado.

O primeiro capítulo dita o ritmo da história para o leitor, que já é obrigado a aceitar a perda de uma personagem. Três anos depois, em outra cidade, o casal está pronto para conquistar os moradores de Pedra Alta com seus quitutes. Agora com oito anos, Vanessa vive com aquele casal, após Vilma e Rogério terem dito que sua mãe a abandonara. A pequena é inteligente e não demorou muito para descobrir todas as atrocidades daquele casal, mas, como é uma sobrevivente, mantém-se firme e finge não saber que o recheio dos quitutes que as pessoas tanto amam é, na verdade, feito das vítimas do casal; o recheio tão amado é fruto de sacrifícios.

A autora constrói um cenário de cidade do interior, com referências nacionais e personagens carismáticos e interessantes. Rogério é o retrato da insanidade, enquanto Vilma tem momentos de lucidez, com um desenvolvimento de personagem muito interessante ao longo da narrativa.

O sargento Lopes e o soldado Montes foram meus personagens favoritos, pois criam uma atmosfera de investigação e urgência no livro, promovendo mais ação em meio aos movimentos macabros de Rogério.

Silmara consegue criar um cenário de horror com referências nacionais de forma fluida e fácil de se conectar com os personagens. Foi uma leitura viciante do início ao fim. Além disso, há um ponto inspirado em uma história real, o que ajuda a tornar tudo ainda mais impactante e imersivo para o leitor.

#livronacional #osquitutes

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