Este códice não foi escrito por mãos mortais, foi revelado nas fendas entre o sonho e a vigília, onde os passos dos Andarilhos deixam marcas de luz eterna. Algumas de suas páginas nasceram dos sussurros de Nammu nas águas primordiais; outras, dos gemidos da prisão de Kushim no Limbo. O que você segura não é um livro, mas um fragmento do próprio tecido de Ekhaya, compilado a partir de Inscrições nas paredes submersas de Atlantis, sussurros gravados nos cristais de Meru, ecos das batalhas do Grande Expurgo, preservados por Kaldi antes de se tornar pedra.
A primeira parte deste volume é feita de memórias que o tempo teria apagado, não fossem guardadas pelos Primordiais. A segunda, um mapa do invisível: as leis sangrentas da magia, os alicerces dourados de Shambhala, os nomes proibidos das criaturas que habitam as Brechas Sombrias.
Atenção, leitor:
Algumas passagens podem trazer efeitos indesejados: déjà vu, sonhos que invadem seu dia, ou a sensação de mãos frias roçando sua nuca ao virar as páginas. Isso não é superstição. É o preço de conhecer os segredos de um mundo que nunca deveria ser desvendado.
Pise levemente nestas palavras, elas são feitas de sonho e tinta, e ambas deixam marcas. Que os Guardiões cegos de Thalwynn julguem sua coragem.
— Nazu, Guardião do conhecimento esquecido de Ekhaya
Traduzido das últimas inscrições do Santuário de Shambhala, antes de seu desaparecimento