A água começa a cantar
na chaleira azul.
Você procura as xícaras
enquanto abro o pote de chá.
Seu dedo roça o meu
ao alcançar a mesma colher.
Deixo que você a leve
e espero junto à pia.
O vapor embaça a janela.
Você desenha um círculo no vidro
e me chama para olhar
a chuva sobre as folhas.