*Soneto-Morada*
Cansei dessa frieza atroz
Do mundo sombrio e abjeto:
Irei-me bem embora veloz
Viver em um belo soneto.
Farei minha simples morada
Ao cume da estrofe primeira
Com vista à poesia clamada
Picos, vales, lagos e beiras.
Das telhas de sol cintilantes
Orvalho dos sonhos sonhados
Dormem na relva verdejante
Dos principais textos calados.
Palavras desencadeadas
Métrica como alimento
Signos e letras planejadas
As rimas como meu sustento...
Vou fugindo da simples razão
Dando asas à minha arte
Para enriquecer os meus dias.
Não pretendo tornar-me ermitão:
Somar os amigos faz parte.
Aceito boa companhia!
;)
Alberto Busquets.
@todasasdormasdepoesia
Repost Segunda-feira, 06/05/2024
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 06/05/2024. A página antiga registra a data sem horário.