Não quero te amar.
Quero primeiro me desarmar.
Quero poder mirar
tuas nuvens,
com impulso de nadadeiras
deixando o chão.
Chorar a terra deixando
os dedos nascidos,
sorrir pela água
dos olhos dormidos...
Não,
não quero voar.
Quero primeiro me encontrar.
Quero poder,
posso querer
a leveza da água do teu mar.
Não quero te amar...
Amei sem querer.
Mas ja é cedo;
não há mais medo:
Encontrei minhas asas
voando você.
;)
Alberto Busquets.
@todasasformasdepoesia
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 24/05/2024. A página antiga registra a data sem horário.