Labirinto
sem entradas,
muitas curvas,
tantas saídas.
Labirinto
da mente cansada.
Labirinto
das minhas vidas.
Labirinto de pedra,
horizonte, mar, coração.
Entre curvas de pura verdade,
retas mentiras turvam a visão.
Mas, e a liberdade?
E a pressa de caminhar?
Galgar as paredes,
pular os limites
em livres compassos de ar?
Labirinto
de velhas posturas,
velhos sentidos,
velho sonhar.
Labirinto que
não mais me cabe!
Pois antes
que eu me acabe,
forçarei
o labirinto
a se desmoronar.
AKB
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 22/07/2024. A página antiga registra a data sem horário.