Andando meio que sem rumo
Olhando pras obrigações do dia
Uma flor me chama atenção
Embora linda
Uma das minhas cores preferidas
Ela me parecia triste
Aproximei-me e disse:
Eu te entendo, querida flor...
Na correria, nos perdemos
Deixamos de ver a beleza sutil
Assim como você, às vezes, murchamos
Mas não deixe que isso lhe consuma
Nos instantes de quietude, encontremos força
Na simplicidade, revele-se a magia
Querida flor, sua tristeza compartilho
Mas lembre-se: mesmo na dor, há poesia
Levante-se com o sol
Sorria com o brilho das estrelas
Somos todos flores em um vasto campo
Crescendo, caindo, levantando outra vez
Então, minha querida flor, resplandeça
Pois em sua fragilidade há poder
E eu, como você, tentarei florescer
Mesmo quando o peso do mundo nos enfraqueça.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 18/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.