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Andando meio que sem rumo

Arquivo da e-Revista · Lidiane Queiroz Bastos

avatar por Lidiane Queiroz Bastos
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Andando meio que sem rumo

Olhando pras obrigações do dia

Uma flor me chama atenção

Embora linda

Uma das minhas cores preferidas

Ela me parecia triste

Aproximei-me e disse:

Eu te entendo, querida flor...

Na correria, nos perdemos

Deixamos de ver a beleza sutil

Assim como você, às vezes, murchamos

Mas não deixe que isso lhe consuma

Nos instantes de quietude, encontremos força

Na simplicidade, revele-se a magia

Querida flor, sua tristeza compartilho

Mas lembre-se: mesmo na dor, há poesia

Levante-se com o sol

Sorria com o brilho das estrelas

Somos todos flores em um vasto campo

Crescendo, caindo, levantando outra vez

Então, minha querida flor, resplandeça

Pois em sua fragilidade há poder

E eu, como você, tentarei florescer

Mesmo quando o peso do mundo nos enfraqueça.


Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 18/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.

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