No alto do Incelberg
a natureza flui em liberdade
mas o amor, esquivo
se esconde na densidade
Entre árvores e flores
a leveza do vento abraça
mas o coração, em silêncio
no vazio, descompassa
No alto do Incelberg
a beleza é cativante
mas o amor, invisível
torna o dia hesitante
Lá, onde a solidão faz morada
Tantas vezes falada
em meio à vida e cor
um desatento sem amor.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 14/07/2024. A página antiga registra a data sem horário.