O que se faz com as palavras ditas
Que transcendem o tempo e o espaço?
O que se faz com o sentimento
Que teima em criar um intenso cansaço?
O que se faz com a lembrança clara
Do teu olhar e voz que não se desfaz?
Fica a memória, sempre rara
Como um sinal que nunca traz paz.
O que se faz no silêncio das noites
profundas e de solidão?
O que se faz quando a saudade
murmura a falta sua?
Não se faz nada tenta viver e
Finge que o amor morreu
De sofrer.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 03/08/2024. A página antiga registra a data sem horário.