Ela caminha
pelas ruas “frias” da cidade
com os olhos cansados
o coração em pedaços
carrega invisível
um desejo puro
não pede ouro
não pede pão
não clama por justiça
procura braços
abertos e vivos
um instante de paz
num mundo surdo
sua alma grita
sem voz sem eco
amor que ela quer
o mundo esqueceu
Solidão.
@calorliterario_
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 15/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.