Quando alguém ocupa espaço
no vazio antes esquecido ou
adormecido talvez
os gestos se tornam íntimos.
Detalhes pequenos
mas tão imensos
cuidado, proteção
o corpo aprende rotas
no compasso de outro ser.
A pele lê sinais
o toque nunca é só toque
é mergulho sem aviso
e o silêncio
não mais vazio
se enche de presença.
@calorliterario_
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 19/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.