Depois da morte,
Os sonhos se interrompem
A mente se desliga
A carne putrifica
Devolvido à terra,
Somos sepultados
Para que os vivos não se horrorizem com nosso aspecto
Lá embaixo, o frio acomete
O banquete está servido
À terra e seus seres vivos reciclando toda representação
Do que éramos em vida.
Somente restarão
As lembranças que deixamos
E mesmo isso, passará a não existir
Em menos de cinquenta anos.
A terra não nos pertence, nós é que pertencemos à ela.
Eliz Leão
Postado domingo, 21/04/2024
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 21/04/2024. A página antiga registra a data sem horário.