A dor do outro é tão minha
Que a sinto rasgar
Num esgar silencioso
Pela garganta
Que dói
De fato
Por não poder gritar
O que de tudo de errado
Que está
Tão firmemente enraizado
Nas mentes das pessoas
Que apoiam os crimes contra a terra
Sem saber que ela
Pode nos expurgar.
Uma nação que pede tanto
Por algo invisível
Cometendo as piores
Sandices contra algo
Tão real
Que é a única coisa
Que nos sustenta a vida
Estamos matando a terra
Ela responde às mazelas.
Eliz Leão
Sexta-feira,
10
/05/2024
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 10/05/2024. A página antiga registra a data sem horário.