Contemplei a minha incapacidade
De me relacionar com as emoções
Conflitantes que habitam em mim.
A solitude que vive no abismo
De coisas faladas e que me magoaram
e me fizeram encarar a possibilidade
de estar só no mundo.
O fim do poço onde cavei
até encontrar água para aliviar
minha garganta arranhada,
pelo nó que engoli que me destruiu
como uma bomba,
me implodindo de dentro pra fora.
O amargor que me travou a boca.
E calou minha fala,
Quando o que eu mais queria era desabafar.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 27/05/2024. A página antiga registra a data sem horário.