O coração
É uma máquina muscular que nunca envelhece,
Nunca se desgasta por si só.
Mas quando para,
Precisa ser lembrado de como ele funciona.
É como se nele, vivessem células da memória.
E assim que elas são massageadas
E lembradas de como devem funcionar,
Como viver, ela simplesmente agem.
E como se nada tivesse acontecido,
Suas fibras musculares se expandem
E com força,
Jorram sangue para outras partes do corpo,
Regando tudo que precisa ser regado.
Da mesma forma é o amor:
Precisamos todos os dias
Nos ensinar e lembrar
Como um simples olhar nos olhos,
Se tornou amor, aos poucos.
Todos os dias é dia de relembrar
Como foi que a paixão e o desejo
Se tornou o tão incrível amor.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 01/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.