O tempo a vestiu de flores
Delas se fez de amores
Cansada de lutar se viu
À beira do abismo, e caiu
O abismo se mostrou refúgio
Dali ela cavou mais fundo
Até chegar num lindo rio
Montou um barco e então sumiu
À beira do mar, ela se viu
Singrando pelos mares, ela foi
Chegando em terras lindas
Pernoitou
E a noite o céu ela fitou
O universo inteiro a seu dispor
E a ânsia de aventuras se avolumou
Dentro dessa mente que era solitária
Vivia uma menina libertária.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 12/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.