Escuras são as águas que me rodeiam.
De dentro às vezes tem muita luz,
Que vira e mexe se apagam e lamento,
E eu busco, todo dia uma luz.
Se fecho os olhos da mente, eu perco,
A estrada por onde tenho que andar.
Então, busco um barco ao vento,
E assim passo a navegar,
E meus olhos, sentidos e vertentes
Aprendizados, vão me levar,
Ao timão, onde levo valente, o meu lindo barquinho ao mar.
Cansada, chego em meio à tormentas, e passo a ver a fúria levar,
Meu barco, tão singelo e pequeno.
Será que vamos tombar?
Puxando os remos eu corro e sento, me pondo a remar,
Ventos levaram a vela,
Estou tão sozinha à forçar.
Minh'alma que quer viver, nunca vai esmorecer
Sorvendo um fôlego eu vou, daqui me salvar.
Assim, molhada e acabada, com sede observo a luz,
É àquela que busco há tempos,
Seguro o alento, a luz é o amar.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 29/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.