Não sou eu que enxergava
Ele enxergava para mim e me dava luz através de seus olhos, através do seu olhar.
Intenso, caminhando pela pele tesa
Aonde suas mãos puderam alcançar
Onde puderam seus lábios pousar
Me guiando, tomando e libertando ao mesmo tempo
Me sentindo, valorizando e comendo com os olhos
Boca, cérebro e coração
Com todos os tendões de seus dedos, coxas
Enlaçadas em seu quadril
Suaves movimentos,
Outrora, firmes e fortes
Agarrando meus cabelos
Bunda e pernas
Me puxando pela cintura
Me fez cativa
Do prazer, que só a ele eu sei dar,
Que só a ele eu quis dar
Porque além de prazer, existe o amar.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 01/08/2024. A página antiga registra a data sem horário.