Aperta o peito e espreme a alma
Entre dedos cadavéricos de sombra e terror.
Condensados em miragens de um futuro sombrio.
Eu carrego pelo peito esse terrível aperto.
Sono não vem...
Fome não há...
É a completude de ideias nas quais imersos estão, meu pensamento e emoção.
Sigo lutando, ajuda me dando
Sair do calabouço é necessário
Busco o ar, respiro, minha alma goteja, lampejos de arte, ela almeja
Sedenta de delicadeza em meio à dureza da vida.
Arqueja e deseja livrar-se do cansaço e aspereza.
O amor dele é o motivo de toda essa força.
Que acende em meu peito a fogueira e pra sempre incendeia.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 16/08/2024. A página antiga registra a data sem horário.