A gota, cristalina, escorre da folha
Água que banhou a linda árvore
E que antes de tocá-la, passeou pelos céus,
Presa numa nuvem pesada, que se condensou e desabou, como gelo molhado
Tendo ela, anteriormente transitado pelo ar, sorriu
Sim, na minha história, ela sorriu
A pequena gotinha
Que já foi rio
Seu riso solto se assustou
Quando ela se evaporou
Novamente solta na imensidão azul, caiu aos cântaros e por baleias passou.
A pequena gota, ficou gordinha, tão cheia de si e das outras gotinhas.
Molhou salgado, todos os peixes, Singrando os mares, tão sorridente.
De um estado ao outro, não importa a estrutura, essa gotinha/vapor/chuvinha/mar/rio/gelo, sempre têm seus iguais. 🩷
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 21/08/2024. A página antiga registra a data sem horário.