Cavalgando em mil direções
Os corações são dispensados
Mentes consumidas em raios
Displicentes com o agora
Focados em outrora
Nos egos exarcebados
Tentando ter
Ser quem?
Ser algo, alguém?
E o real, palpável, sincero
Consumido pelo inferno
De basear-se noutro alguém
E o eu perdido em mil dimensões e em fotos de corpos, preso em si mesmo, em busca de perfeição
Que perfeição?
Mil cores pra encobrir
O rosto
E abafar os sentimentos
Pois é errado sentir
Em que mundo vivemos?
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 01/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.