O tempo urge
E cabemos num milésimo de segundo
Onde o cair de uma gota dura a eternidade
Mas o cair de uma lágrima é tão pesado e denso, que oblitera
O nosso existir
E existimos, por pura força da natureza.
O tempo urge
Onde a felicidade mora
E onde a ode de pressa
Enterra a alegria
Numa cadeia constante
À mar aberto, de tempestades
De conflituosas emoções
Que geram o descaso
Pela importância do sagrado minuto,
No qual estamos presos apenas durante o tempo
Em que ele dura.
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 16/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.