Semeio
Se sou verdejante
Lábios falantes
Do valor, amor e paz
Tão difícil ecoar!
Palavras que fazem falta
Nunca em pauta.
É um grito de agonia
Do mais valente do mundo
O ser moribundo
Que ali, na guerra, jaz
Calam as vozes das crianças
Juntamente com a esperança
Não são os mesmos que se dizem, com fetos, se importar?
Palestinos, libaneses, são eles a morte da vez.
Alguns de nós, já fomos,
Almas, que aqui neste país,
Lutam guerras silenciosas,
Por dias, infinitamente.
Contra queimadas, fome, descaso e preconceitos
Quando eles irão parar de nos matar?
Eliz Leão
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 30/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.