Amor, por favor, não repare
Se eu me fizer ausente
As vezes o coração sente
E se sobrecarrega de repente
Mas peço que pare e veja
Olhe ao redor e me perceba
Sou a flor que cresceu na calçada
Sou a fera ferida acuada
O céu que acolhe o entardecer
Estou além do que se pode ver
Nos detalhes me faço presente
É preciso olhar atentamente
As palavras são o meu abrigo
Há nelas muito mais do que digo.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 28/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.