Saio pelas ruas, perdida
Quase embriagada, perdida
Absorta em pensamentos vagos
A procurar o sentido, ou de algo
Que me faça sentir viva
Ou alguém que me traga de volta
Para a realidade, não sei.
O que falta em mim?
Será o que está em ti?
O que será existir?
Será que é estar aqui?
Por um segundo pensei
Que poderia viver e ser plena
Se amasse verdadeiramente
Talvez eu seja pequena
Para alguém que tanto sente.
Me diga se minha alma mente
E me mantém longe da gente
Eu e você podemos ser nós?
Ou seguiremos o caminho sós?
Dois estranhos que se conhecem demais
É estranho, mas, tanto faz
Se a escolha foi a certa, eu sei
Que ainda ficaremos em paz
Adeus, e até nunca mais!
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 18/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.