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E em madrugadas insones
Nos embreagamos,
De sentimentos borbulhantes,
Ébrios e conflitantes.
Nós pomos à mercê da dúvida.
Dos serás que serão, ou não?
E se serão, será que seremos?
Não sabemos.
Queremos tanto
E ao mesmo tempo,
não sabemos o que queremos.
Então..
Vivemos, até quanto der.
Se puder?
Mesmo sabendo, que não devemos.
Marge U
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 25/05/2024. A página antiga registra a data sem horário.