Aviso: conteúdo adulto (+18).
🚒🧊🥲🧊🚒
Como dói suturar meu coração!
Depois de em apetite,
Me render e abri-lo e
deixá-lo entrar aqui dentro.
Dói sentir tanto!
E ter que transformar
em apenas um momento.
Apagar a chama…
Abrandar o fogo…
Me recompor ao meu posto…
Fingir que sou forte…
Desmunida de armaduras,
Nua e vulnerável.
De olhos fechados,
Em frente ao predador.
Segura de que serei devorada.
Já preparada para partir,
E ouvi-lo sair…
Abrir meus olhos e assisti-lo partir.
Apenas com seu olhar
Em penitência e respeito, se despedir.
E eu ali parada, congelada…
Observando sua partida,
Calada, sem dizer uma palavra.
Apenas deixá-lo ir.
Uma força da natureza.
Uma criatura fascinante e extraordinária.
Que desejarei eternamente reencontrar
Em algum momento da minha vida.
Nem que seja na minha memória.
Marge U
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 02/07/2024. A página antiga registra a data sem horário.